Mapeamento de Processos e regras de trabalho

Conhecer os processos de sua empresa compõe na melhoria de gestão e ganhos em produtividade, além de ter uma visão clara dos processos antes (AS IS) e depois (TO BE).

sábado, 24 de dezembro de 2011

Olá pessoal, li esse texto escrito por um gerente de projeto e achei interessante compartilhar com vocês.

Por R. D.

Como tirar certificação PMP do PMI -

1- Sobre o processo, e necessário:

  • Comprovar experiência no cargo de gestor de projetos. Três anos caso você possua ensino superior e seis anos, caso não possua ensino superior;
  • Realizar algum curso, de pelo menos 40 horas, em uma instituição credenciada pelo PMI;
  • Preencher a carta de eligilidade, online, comprovando sua experiência na área e aguardar que seja *aprovada;
  • Marcar a prova no Prometric mais próximo de sua residência;
* O processo de validação da carta de eligibilidade é feito de forma aleatória e caso seja selecionado para auditoria, deverá apresentar documentos que comprovem o que foi escrito, portanto, muito cuidado ao preencher os dados.
Para preencher a carta de eligibilidade, você deve se cadastrar no site do PMI; o sistema é chamado de CertApp.

2- Sobre a prova de PMP:



Quando obtive minha credencial de PMP, muitos amigos, gerentes de projetos, perguntaram a mesma coisa: “A prova é difícil ?” e a minha resposta, vou colocar aqui:
É difícil, mas não é um bicho de sete cabeças. Para tudo feito de forma planejada, com estudo, é mais fácil.
Algo que costumo dizer é:  Não pense que mesmo você sendo o melhor gerente de projetos do mundo, pode sentar-se lá e conseguir passar na prova. Os motivos são simples:
  • É necessário treinar ficar com a bunda na cadeira por quatro horas pensando e respondendo perguntas (são 200). Fazendo uma conta simples, você tem 1.2 minuto para responder cada questão;
  • A prova testa seus conhecimentos, na ótica do PMBOK e do PMI. Você pode achar que o conceito está errado, mas eles querem que você pense de acordo com o que é exposto;
  • Não existe questão errada, existe a questão mais correta;
  • Tem muita pegadinha e várias questões encadeadas sobre um mesmo assunto; errou uma, errou várias;
  • A inscrição para fazer a prova é cara, você é monitorado por câmeras e espelhos, não pode entrar com nada na sala, portanto, se não souber controlar seu nervosismo e ansiedade, corre um sério risco de tomar um branco e esquecer muita coisa;
A tradução para o português brasileiro é muito boa, mas em caso de dúvida, vá no inglês, principalmente para as questões relacionadas à valor agregado. Não é requisito saber inglês, mas eu afirmo com toda certeza que isso faz uma diferença muito grande.
Acho que consegui transmitir a idéia, vamos agora para a parte que mais interessa: material de estudo para a prova!

3 – Qual material utilizar para estudar para a prova de PMP:



Esse é o grande X da questão!
Eu fiquei com muita, mas muita dúvida mesmo sobre o assunto. Cada vez que lia sites sobre o assunto, ficava com mais dúvidas ainda, até que em determinado momento resolvi pegar os materiais de apoio para a prova e tirar minhas própria conclusões.
O único site que encontrei, e que realmente me guiou no processo de certificação foi o PMHUB.net, um site gringo, voltado somente sobre o assunto. Sugiro que você vá ao fórum de lições aprendidas (lesson learned, vai ouvir muito disso ainda), onde cada profissional que fez o uso do fórum conta sua experiência para passar na prova e o que caiu. É meio que uma tendência, e ajuda a você focar seus estudos em alguma área específica.
Você pode ver meu post, datado de 23 de julho de 2007 (em inglês) sobre os passos que segui de forma resumida. Vou passar mais alguns detalhes por aqui…
Roteiro:
1- Eu fiz um curso preparatório para a certificação na CPLAN, aqui em São Paulo. Foi muito bom, pois tive aula com profissionais excelentes, inclusive com o presidente do PMI-SP da época. Além disso, fiz um networking com profissionais de diversas empresas.
Nessa época, todos sem exceção, falavam do livro da Rita Mulcahy e é por aí que eu mando você ir! Como material introdutório e que dá muitas dicas sobre a prova, é o melhor que tem. O software dela, FastTrack eu recomendo 100%.
Foi daí que eu gastei horas e horas fazendo simulados e aprendendo a “forma de pensar” do teste. Como conseguir o software fica com você. Eu comprei a minha licença, mas quem procura por aí, acha. Tanto o livro, quanto o software, são em inglês e mais uma vez eu volto a dizer: tem que ter um bom nível de inglês para poder chegar num nível de entendimento legal.
2- Leia o livro pelo menos 2x e faça muitos simulados.
Para ir um pouco mais a fundo nos processos, leia o livro da Kim Heldman, o famoso vermelhinho e que tem tradução para o português. Essa dica pra mim foi crucial quando estava estudando, pois descobri os pontos em que precisava focar um pouco mais meus estudos.
3- Faça também os mini testes e quiz que o livro oferece. Parecem bobos, mas ajudam a fixar o conteúdo sem decorar.
Quando começar a atingir acima de 80% dos simulados, marque a prova. É nesse momento exato que seu conhecimento está turbinado e o próprio pessoal do fórum falava dos picos de aumento e diminuição de índice de acertos nos simulados. Apareceu meio que uma tendência as pessoas com índice entre 80-85% passarem na prova de primeira.

4- Outras dicas valiosas:

1- Quando começar, vai ver que tem gente que vai perguntar: “tá estudando por área de conhecimento ou por grupo de processos?”.
Quando seu nível de conhecimento sobre o PMBOK estiver elevado, vai concluir que você precisa saber os processos pelos dois modos e isso cai muito na prova. Aparece muito por aí o termo ITTO, que significa Input, Tools & Techniques e Outputs, em outras palavras, entradas do processo, ferramentas -  técnicas e saídas. As combinações são muitas – tanto por área de conhecimento, quanto por grupo de processo.
Lá no site do PMHUB, tem umas planilhas que os caras colacaram uma matriz no excel e eu acabei uma hora entendendo, sem decorar. Até hoje lembro, hehehe.
2- Procure simulados na internet. Eu usei um site chamado PmStudy.com, onde os 30 primeiros do dia podiam fazer o simulado de graça. Conectava logo cedo quando queria fazer no domingão e ficava lá fazendo o teste.
3- Tire uma semana de férias antes da prova, para dar uma revisada geral nos seus estudos. Eu estudei dois meses para a prova, com uma carga horária de trinta horas por semana (praticamente a noite e finais de semana) e achei que essa semaninha foi crucial.
4- Um dia antes da prova, tire o dia para relaxar, fazer qualquer coisa que não seja pegar o livro.
5- Ao chegar no Prometric, faça o que chamo de Braindump. Pegue uma folha sulfite que te dão e anote tudo aquilo que você acha que pode esquecer. Fórmula de Valor Agregado, corrente crítica, processos, etc. Você tem 15 minutos de pré-teste antes do simulado para entender como funciona a prova. Como é muito simples, utilize esse tempo por algo que vá te ajudar.
6- Leve água, barrinha de cereral, chocolate, qualquer coisa que possa enganar sua fome. Você não pode levar para dentro da prova, mas pode deixar no armário e sair pra comer quando quiser.
7- Essa talvez seja a dica mais valiosa. Faça o teste em uma primeira passada, respondendo tudo o que você sabe, de prontidão. As que não sabe ou tem dúvida, marque para a revisão e pule para a próxima. Eu terminei a primeira passada na prova em 2,5 horas, tirei 5 minutos de descanso e parti para a segunda rodada. Terminei a prova em 3,5 horas.
Confie no seu conhecimento e uma vez marcada uma resposta, não fique voltando e mudando, a não ser que tenha certeza que está errado.
8- Não use diversas fontes de materiais, que vão te confundir mais. Eu achei o livro do Arold Kerzner e do Boson muito complexos e os conceitos um pouco diferentes do que o da Rita.
9- Para finalizar, leve os seus estudos a sério, afinal, a grana investida nisso tudo não é para se jogar fora.
Ficou longo, mas pelo menos cobre os assuntos que eu acho essenciais.
Agora, se me perguntar o que me levou a escrever tudo isso, eu respondo: para retribuir toda a ajuda que consegui, lendo, perguntando e para ver o mercado de gestão de projetos com pessoas mais especializadas. É preciso conhecer alguma coisa para passar na prova, sem dúvida :D

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vaga para Consutor de Implantação WFM

Vaga para consultor de implantação WFM São Paulo - Capital com disponibilidade para viagens. Encaminhar currículo para Jnascimento@ccm7.com.br

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Gerência de Projetos não é uma Tarefa Fácil


Gerência de Projetos não é uma Tarefa Fácil


Por definição, um projeto é um conjunto de atividades inter-relacionadas, destinadas a atingir um objetivo com determinada qualidade (escopo), através da utilização de pessoas, equipamentos ou materiais (recursos), com datas de início e fim bem definidas (tempo).

Dentro de projetos, o fim é mais importante que o seu início ou seu desenvolvimento, pois é lá que se encontra o objetivo. Normalmente os clientes, os donos do projeto, avaliam o sucesso pelo resultado final. Assim, atrasos ou aumento de custos momentâneos durante o andamento do projeto não são críticos, desde que as metas finais sejam mantidas.
A Gerência de Projetos é o estudo da coordenação de pessoas, materiais, equipamentos e técnicas indispensáveis para o alcance do êxito de empreendimentos que possuam início e objetivos definidos, sempre que possível aliando os parâmetros mensuráveis de custo, tempo, risco e qualidade.

Por quê é necessário o gerenciamento de projetos ?


Ninguém é uma ilha. A grande maioria dos projetos envolve várias pessoas e empresas, assim como as mais diversas tecnologias; por isso uma única pessoa não pode absorver todo conhecimento necessário para viabilizar um projeto. A função do Gerente de Projetos é justamente coordenar o trabalho das diversas partes envolvidas no processo.

Assim como em uma orquestra, onde cada um dos participantes pode ser um excelente músico, porém sem o maestro não temos uma sinfonia, com nossos projetos acontece a mesma coisa. Se não existir a figura do gerente de projetos para fazer o planejamento e a administração dos possíveis conflitos, a tendência é que todos os envolvidos passem a fazer horas extras, ou ficar trabalhando aos sábados e domingos, sem tirar férias. Isso sem falar no estouro do orçamento.
Chegamos assim à seguinte conclusão:
Devido à:
· complexidade dos projetos
· interdependência entre participantes
· margens cada vez mais reduzidas devido à concorrência
É necessário:
· ter a visão do projeto como um todo
· coordenar esforços interdisciplinares
· administrar dirigindo para um fim
Dentro destes conceitos podemos identificar muitos projetos mesmo no nosso dia-à-dia. Por exemplo, uma viagem de férias, um casamento, a compra de uma casa ou de um carro, a abertura de um negócio próprio, uma festa ou até fazer compras em um supermercado.
Faça um teste. Vá até um supermercado com uma lista de compras memorizada e veja o tempo que gastou e os itens que deixou de comprar ou comprou sem necessidade.
Depois retorne ao supermercado levando uma lista por escrito, organizada pela localização física das seções, de forma a minimizar sua movimentação. Compare os resultados.

Gerência de projetos envolve Pessoas


Desenvolver um projeto implica em se relacionar com várias pessoas, departamentos e empresas.
Vejamos quais são as interfaces e quais são os conflitos existentes:

Os donos do projeto exigem normalmente o projeto para "ontem", com um orçamento extremamente apertado. Por outro lado, os executantes, que não gostam de ser cobrados, dão prazos folgados. E para complicar mais ainda, os fornecedores tem seus prazos de execução, em que não temos muita capacidade de interferir.

O trabalho da equipe de Gerência de Projetos é viabilizar estas metas conflitantes para que o projeto atenda ao seu objetivo final. Se Gerenciamento de Projetos fosse uma tarefa fácil, qualquer um na empresa faria isso. Como não é, pessoas são escolhidas para viabilizar o projeto. Assim, nunca vai aparecer um projeto com prazos folgados, sem limite de orçamento e uma qualidade fácil de ser atingida.
Definitivamente a área de gerenciamento de projetos não é para pessoas que querem calma e sossego.

Desconhecido.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Reativação do Blog

Olá, Pessoal, Tudo bem?

Estou reativando nosso blog para construirmos em 2011 um grande canal de conhecimentos por ele.
2011 está sendo um grande ano. 2012 com certeza será ainda melhor.

Forte abraço.

Julio Cezar

Li esse artigo no grupo GERENCIAMENTO DE PROJETOS no Linked In e gostaria de compartilhar com vocês - 10 Dicas para definir o Escopo do Projeto . Por Diego Nei.

Definir o Escopo do Projeto é uma etapa de vital importância. Se não for feita da forma correta, o projeto estará fadado ao fracasso, uma vez que é o escopo que determina o que irá (e não irá) ser feito/produzido/entregue ao termino do projeto. Um escopo mal-estruturado levará inevitavelmente a falhas de cronograma e de orçamento, uma vez que os problemas decorrentes da má especificação se farão presentes e a equipe terá que achar caminhos alternativos para a execução do projeto. Por fim, um escopo mal definido resulta em um cliente insatisfeito, uma vez que o mesmo pediu X e recebeu Z, levando a uma insatisfação do executivo, do time do projeto e do gerente. O efeito cascata disso pode ser terrível, como uma caça-às-bruxas para determinar de quem foi a culpa, quando na verdade a culpa foi do escopo mal-definido.
Para evitar isso, algumas medidas muito simples podem ser adotadas, aqui vai uma lista de 10 dicas para serem usadas na hora de determinar o escopo de um projeto:
  • Assegure-se de que todos sabem e entendem qual o objetivo do projeto e que haja consenso sobre o resultado final do mesmo;
  • Ouça com atenção o que seu cliente descreve;
  • Tente entender não o que ele lhe pede para fazer, mas sim o que ele precisa para resolver o problema que lhe apresenta;
  • Descubra o que ele não quer. Muitas vezes um projeto não vai para frente por que o escopo foca em coisas que não deveriam estar lá;
  • Estabeleça o que não vai ser feito no projeto enquanto o cliente ainda estiver disponível. Se ele pedir X e Y, mas você perceber que Z e W devem ser providenciados, mas somente W é da sua responsabilidade, deixe claro que Z está fora do escopo do projeto;
  • Estabeleça o que será necessário para que o projeto seja atingido, defina os pressupostos, de forma que todos saibam de antemão quais as necessidades básicas do projeto antes que elas atrapalhem seu andamento;
  • Seja realista quanto ao que pode ou não ser realizado, quanto mais “pé-no-chão” é o escopo, maior a chance de sucesso do projeto;
  • Evite o GoldPlating. Se não faz parte do escopo do projeto, não adianta tentar agradar o cliente com aplicações/funções ‘firula’. Elas podem acabar acarretando em um atraso no cronograma;
  • Não tenho medo nem pena de fazer perguntas. Pode parecer óbvio para você, mas se não estiver absolutamente claro, pergunte;
  • Tenha o time de projeto (ou os gerentes dos mesmos) na mesa de reunião quando o escopo for definido, assim qualquer problema técnico ou dúvida operacional poderá ser sanada na hora, em vez de descoberta posteriormente, causando problemas para o projeto.
Isso não cobre todas as coisas que se pode fazer para assegurar um escopo coerente, realista e dentro das expectativas do cliente, mas deve minimizar a quantidade de problemas que costumam ocorrer durante a elaboração do mesmo. Usar templates também pode ser uma boa idéia, já que elas facilitam a visualização do conteúdo e servem como guia para o que deve ser observado no processo de definição do escopo.
É isso, boa sorte com seus projetos!

Curso especifico para implantação de WFM

Curso especifico para implantação de WFM com Daniel Lima da DLIMA Consultorias e Treinamento | www.dlima.com.br. - Focando na metodologia de implantação e gestão de projetos; - Maiores informações pelo telefone 011.8043.8922 ou email para julio.administrador@gmail.com

domingo, 15 de agosto de 2010

Quem foi Agner Kraup Erlang?

Agner Krarup Erlang foi a primeira pessoa a estudar o problema de redes de telefonia.

Estudando a troca de ligações de um pequeno vilarejo ele criou uma fórmula, agora conhecida como a fórmula de Erlang, para calcular a fração de ligações que tentavam chamar alguém fora do vilarejo e que tinham que esperar porque todas as linhas estavam em uso.

Embora o modelo de Erlang seja simples, a matemática que está por baixo das complexas redes de telefonia de hoje ainda está baseada em seu trabalho.

Erlang nasceu em Lonborg, Jutland na Dinamarca. Hans Nielsen Erlang, seu pai, era o professor do vilarejo. Sua mãe, Magdalene Krarup, pertencente a uma família eclesiástica, a qual teve um matemático dinamarquês muito conhecido, Thomas Fincke, entre os seus antepassados.

Erlang tinha um irmão, Frederik, dois anos mais velho e duas irmãs mais jovens, Marie e Ingeborg. Agner passou os primeiros anos escolares com seus irmãos no prédio escolar de seu pai. Passava tardes com seu irmão lendo livros, os quais lia de cabeça para baixo pois seu irmão não o deixava sentar-se ao seu lado.

Naquele tempo, uma das matérias favoritas de Agner era astronomia e ele gostava de escrever poemas sobre assuntos astronômicos. Quando terminou o primário na escola fez um exame na Universidade de Copenhague e teve sucesso passando com distinção. Ele tinha então só 14 anos e lhe foi concedida uma permissão especial para seu ingresso à universidade.

Terminando os estudos universitários, Erlang retornou ao vilarejo, onde lecionou, durante dois anos, na escola de seu pai. Neste mesmo período, aprendeu francês e latim.

Aos 16 anos, seu pai queria que ele frequentasse a universidade mas o dinheiro estava escasso. Uma familiar distante proveu acomodação livre para ele enquanto se preparava para os exames universitários de entrada na escola secundária de Frederiksborg.

Ele ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Copenhague e completou seus estudos em 1901 como um MA com matemática como a matéria principal e astronomia, física e química como matérias secundárias.

Durante os próximos 7 anos ele ensinou em várias escolas. Embora a inclinação natural dele estivesse para pesquisa científica, ele provou ter qualidades pedagógicas excelentes. Ele não era altamente sociável, ele preferiu ser um observador, e teve um estilo conciso de fala. Seus amigos o apelidaram de “A Pessoa Privada”.

Ele usou suas ferias de verão para viajar para a França, Suécia, Alemanha e Grã Bretanha, onde visitou galerias de arte e bibliotecas. Enquanto ensinava, mantinha os estudos em matemática e ciências naturais.

Era membro da Associação dos Matemáticos Dinamarquêses pela qual estabeleceu contato com outros matemáticos inclusive sócios da Companhia Telefônica de Copenhague. Ele foi trabalhar para esta companhia em 1908 como colaborador científico e depois como cabeça de seu laboratório.

Erlang começou a trabalhar em aplicar a teoria de probabilidades a problemas de tráfego de telefonia imediatamente e em 1909 surge o primeiro trabalho publicado neste assunto “The Theory of Probabilities and Telephone Conversations” provando que ligações telefônicas distribuídas aleatoreamente seguiam a lei de distribuição de Poisson.

Mais adiante outros trabalhos foram publicados, o mais importante foi em 1917, “Solution of some Problems in the Theory of Probabilities of Significance in Automatic Telephone Exchanges”. Este continha fórmulas para perda e tempo de espera que são bem conhecidas agora na teoria de tráfego de telefonia. Uma pesquisa inclusiva de seus trabalhos é determinada em “The life and works of A.K. Erlang”.

Pelo interesse crescente em seu trabalho vários de seus documentos foram traduzidos para o inglês, francês e alemão. Ele escreveu em um estilo muito breve, às vezes omitindo as evidências, o que dificultou o trabalho de entender para os não especialistas no campo.

É sabido que pesquisadores dos Laboratórios de Telefonia Bell, nos Estados Unidos aprenderam o dinamarquês para serem aptos a ler e entender os documentos de Erlang no idioma original.

Seu trabalho na teoria de tráfego de telefonia o fez ganhar reconhecimento internacional. Sua fórmula para a probabilidade de perda foi aceita pela agência postal britânica como a base para calcular instalações de circuitos telefônicos. Ele era também sócio da Instituição Britânica de Engenheiros Elétricos.

Erlang dedicou todo seu tempo e energia ao trabalho e estudos. Ele nunca se casou e freqüentemente trabalhava até tarde da noite. Ele colecionou uma grande biblioteca de livros principalmente sobre matemática, astronomia e física, mas ele também estava interessado em história, filosofia e poesia.

Era um homem bom e generoso com seus amigos quando questionado sobre qualquer assunto. Conhecido também por ser um homem caridoso. As pessoas necessitadas visitavam-no freqüentemente no laboratório para pedir ajuda.

Erlang trabalhou para a Companhia Telefônica de Copenhague durante quase 20 anos, e nunca tendo tido tempo fora para doença, entrou em hospital para uma operação abdominal em janeiro de 1929. Morreu alguns dias mais tarde no domingo, 3 de fevereiro de 1929.

O interesse em seu trabalho continuou depois de sua morte e em 1944 “Erlang” era usado em países escandinavos para denotar a unidade de tráfego de telefonia. O reconhecimento internacional seguiu ao término da Segunda Guerra Mundial.